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Homem é preso duas vezes suspeito de crime do qual foi vítima
Justiça expediu, erroneamente, mandado de prisão no nome de quem registrou o boletim de ocorrência. 'É muito humilhante para a gente', reclamou a vítima.
Redação
Postada em 04/04/2018 às 19h00 - atualizada em 04/04/2018 às 19h06
Homem é preso duas vezes suspeito de crime do qual foi vítima

Tentativa de roubo foi em 18 de março, em Cascavel (Foto: Reprodução/RPC) Tentativa de roubo foi em 18 de março, em Cascavel (Foto: Reprodução/RPC) Tentativa de roubo foi em 18 de março, em Cascavel (Foto: Reprodução/RPC)

Rosimar Alves, morador de Cascavel, no oeste do Paraná, foi preso por duas vezes ao ser considerado suspeito de um crime do qual ele próprio foi vítima.


Segundo ele, dias depois de registrar um boletim de ocorrência por tentativa de furto do seu carro, policiais foram à casa dele e o prenderam. "Eu ainda tentei explicar que não devia nada (...), mas até aí eu já tinha sido preso na frente dos meus filhos, ido para a cadeia", disse.


Liberado em seguida, Alves voltou a ser detido dois dias depois, quando estava na distribuidora de combustíveis em que trabalha. "Foram lá na firma, mandaram me chamar. É muito humilhante para a gente", reclamou.


O problema ocorreu porque a Justiça expediu erroneamente dois mandados de prisão: um em nome de um suspeito preso pelo crime e outro em nome de quem registrou o boletim de ocorrência - a vítima.


"A gente fica bem sem saber o que fazer. A gente acredita na Justiça, e aí vem a Justiça que veio aprontar com a gente. A gente foi fazer o certo. É como a polícia sempre diz: denuncie. Mas aí você denuncia e vai preso...", lamenta.


O crime


Alves afirma que a tentativa de assalto ocorreu quando a família voltava de viagem, em 18 de março. Ao ser abordado, Rosimar acelerou o carro e foi direto à delegacia para registrar um boletim de ocorrência.


A polícia prendeu um dos suspeitos na mesma noite. Na audiência de custódia, o juiz pediu a prisão preventiva do homem, como consta no processo.


Mas, no sistema eletrônico da Justiça, constam dois mandados de prisão expedidos: um em nome do acusado e outro com o nome do Rosimar.


Segundo o advogado de Alves, Milton Machado, afirma que vai entrar com uma ação contra o Estado por danos morais pelo constrangimento. "Tudo indica que foi um algum erro de cartório, a princípio, por ter feito dois mandados de prisão", diz.


A 2ª Vara Criminal de Cascavel, que expediu os mandados, disse que houve um equívoco na emissão das ordens de prisão e que assim que o erro foi constatado, o mandado foi revogado.


Com informações do G1

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