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SAÚDE
Especialista explica diferença entre gripe comum e influenza H1N1
O médico infectologista Carlos Henrique Nery explicou o que é cada caso
Jessica Kelly
Postada em 09/05/2018 às 21h48 - atualizada em 10/05/2018 às 08h48
Especialista explica diferença entre gripe comum e influenza H1N1

O Piauí notificou 99 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), sendo que, desses, 15 foram considerados influenza H1N1, sem mencionar os casos de gripe comum. Afinal, o que diferencia uma doença da outra? Conversamos com o médico infectologista Carlos Henrique Costa, que nos explicou direitinho o que é cada caso.


Influenza
"É um vírus que causa infecção respiratória e propaga-se rapidamente", explica Carlos Henrique Costa. “Influenza é gripe, denominado um vírus especificamente. Gripe é um conjunto de sintomas que se chama sintoma gripal. O vírus da influenza é uma das causas da síndrome gripal”, completa o médico. 


Há diferenças nos sintomas da gripe comum e influenza H1N1 


Influenza H1N1:


    • febre com mais de 39º e início súbito;
    • dor de cabeça intensa;
    • calafrios frequentes;
    • cansaço extremo e falta de ar;
    • tosse contínua e seca;
    • dores musculares intensas;
    • ardência nos olhos intensa;
    • dor de garganta leve;
    • catarro pouco comum 


Gripe comum: 


    • febre moderada, que não chega aos 39º;
    • dor de cabeça moderada;
    • calafrios esporádicos;
    • cansaço moderado;
    • dores de garganta intensas;
    • tosse moderada;
    • catarro forte com congestão nasal;
    • dores musculares moderadas;
    • ardência nos olhos leve.


Após apresentar os sintomas, deve procurar orientação médica e o tratamento deve iniciar em 48 horas.


O que é Síndrome Respiratória Aguda Grave( Srag)?
“É uma gripe grave, literalmente. É uma síndrome clínica que é mais grave. A pessoa fica cansada, tem febre alta, a pessoa pode ter um colapso da circulação, a pressão cai muito. Tem alteração, infecção de outros órgãos. É uma gripe grave, causada pelos mesmos agentes da gripe e o vírus da influenza é um deles. H1N1, H2N3 e outros vírus podem causar essa síndrome, que é a evolução de um quadro mais grave”, explica Carlos Henrique.





H1N1 pode matar?
“H1N1 pode matar sim. Particularmente, as pessoas mais vulneráveis, que são as criancinhas pequenas; idosos, com mais de 60 anos; gestantes; puérperas e pessoas com co-morbidade, que tenham outras doenças: diabetes, doenças do pulmão, do coração, infecção pelo HIV, câncer. Esses grupos podem aumentar a probabilidade de morrer, porque são pessoas que têm chance maior de ter uma doença mais séria que os demais”, comenta o médico.


Pessoas que devem ser vacinadas até o dia 1º de junho:


    • indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
    • crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias);
    • gestantes e puérperas;
    • trabalhadores da saúde;
    • povos indígenas;
    • grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
    • professores das escolas públicas e privadas;
    • adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
    • população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.


A população deve procurar os postos de vacinação dos seus municípios.


Como H1N1 é transmitido?
Acredita-se que o H1N1 possa ser transmitido da mesma maneira pela qual se transmite a gripe comum. Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa, especialmente por meio de tosse ou espirros das pessoas infectadas. Algumas vezes, elas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando a boca ou o nariz.


Algumas medidas simples a se tomar
“Lavar as mãos, principalmente. Se estiver tossindo, use o álcool gel. Pegou na maçaneta, passa a mão no álcool gel. São cuidados fundamentais que a pessoa deve ter”, diz Nery.


Cuidados com falsas notícias
"Tem muitas informações circulando pelas redes sociais. São pessoas leigas, às vezes, bem intencionadas, muitas vezes, mal intencionadas, que espalham notícias geralmente inverídicas, que não têm valor científico nenhum, a não ser causar ansiedade e medo. O que vai gerar uma corrida aos postos de vacinação, fazendo com que se esgote o estoque de vacina ou de remédios, que deve ser dado a pessoas que têm prioridade", explica Carlos Henrique.


"Pessoas jovens, de 40 anos e que não tenham co-morbidade, não devem receber a vacina antes de uma criança pequena, de uma pessoa que está doente e de um idoso. É uma questão fundamental", completa o profissional.


"Falsas notícias alimentam esse estado de pânico e as pessoas querem “salvar sua pele” primeiro, como se diz, e deixam as pessoas vulneráveis. Quando houver dúvida, é simples: procure entrar nos sites oficiais, do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde, que juntam as informações de todo país e são esses os dados que as pessoas devem se orientar”, pontua o médico.

FONTE: CCOM
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