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Caso Daniel: 'não houve tentativa de estupro', diz delegado após ouvir testemunhas
Polícia ouviu, nesta terça-feira (6), pessoas que estavam na festa da família Brittes, quando ocorreu o crime; suspeito de matar Daniel está preso.
Redação
Postada em 07/11/2018 às 01h03 - atualizada em 07/11/2018 às 01h06
Caso Daniel: 'não houve tentativa de estupro', diz delegado após ouvir testemunhas

Daniel Corrêa Freitas — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

O delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, afirmou nesta terça-feira (6) que não houve tentativa de estupro por parte do jogador Daniel contra Cristiana Brittes, esposa do suspeito de assassinar o jogador.


A conclusão, segundo Trevisan, veio depois do depoimento de testemunhas, que falaram à polícia nesta terça-feira. O delegado afirma que as testemunhas disseram não ter ouvido nenhum grito de Cristiana, conforme relatou a família Brittes.


“A versão da tentativa de estupro, que nós estamos desconfigurando agora, com essas testemunhas, e bem como o arrombamento da porta também (...) para nós, o Daniel simplesmente estava na cama", disse o delegado.


Ainda conforme a polícia, o jogador estava muito bêbado no momento em que foi flagrado na cama com a mulher.


"Não houve a tentativa de estupro, mesmo porque o Daniel estava com 13,4 decigramas de álcool no sangue. Então, ele estava muito embriagado, estava muito aquém de conseguir realizar algum estupro”, ressaltou.


O corpo do jogador Daniel Corrêa Freitas foi encontrado em uma mataperto de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 27 de outubro.


O empresário Edison Brittes foi preso e confessou, em entrevista à RPC Curitiba, ter matado o jogador. Segundo ele, o crime foi motivado porque Daniel tentou estuprar a esposa, Cristiana Brittes.


A esposa e a filha do suspeito, Allana Brites, também foram presas. As prisões são temporárias.


Depoimentos


O delegado ouviu jovens que participaram da festa na casa da família Brittes. Os nomes das testemunhas não foram divulgados.


Segundo o advogado das testemunhas ouvidas nesta terça, Ricardo Dewes, afirmou que seus clientes disseram ter ouvidos gritos do jogador, ao ser espancado, e não gritos de Cristiana, que afirmou ter gritado.


"Elas falaram que, na casa, no momento dos fatos, foi pedido para que nenhum deles se movimentasse enquanto o corpo do Daniel não fosse tirado da casa (...) Depois, eles foram ameaçados e foram coagidos até que saísse o carro", disse o advogado.


O depoimento de Edison deve ocorrer na quinta-feira (8), segundo a polícia. Outros suspeitos, que entraram no carro de Edison e foram até o local onde o corpo foi encontrado, devem ser ouvidos ainda nesta semana, segundo a polícia.


Allana e Cristiana


Allana e Cristiana prestaram depoimento na segunda-feira (5). As duas falaram à polícia por cerca de uma hora e meia.


Em depoimento, Cristiana disse que acordou com o jogador deitado em cima dela, e disse que começou a gritar assustada. O delegado afirma que nenhuma das testemunhas ouvidas nesta terça-feira afirmou ter ouvido gritos dela.


Cristiana disse ainda que o jogador estava "excitado", "trajando apenas cueca" e que passava a mão pelo corpo dela. A mulher de Edison afirmou também que, enquanto ela gritava, o jogador dizia: "Calma, é o Daniel".


Ainda conforme depoimento de Cristiana, o marido Edison começou a agredir o jogador ainda dentro do quarto, e ela apenas pediu para que parassem as agressões.


A defesa da família de Daniel nega que ele tenha tentado estuprar Cristiana.


A filha de Cristiana e Edison, Allana, disse que viu o jogador usando apenas cueca ao entrar no quarto. Ela disse ainda que viu o pai segurando o jogador pelo pescoço.


Visita ao local do crime



O promotor Milton José, que acompanha as investigações, foi até o local onde o corpo de Daniel foi encontrado. Segundo ele, o objetivo foi entender melhor o que aconteceu.


Segundo o promotor, Daniel estava vivo quando chegou ao local. Ele também disse que havia muito sangue próximo à rua, e que, onde o corpo foi encontrado não havia sangue. O promotor afirmou que estas informações mostram que o órgão genital do jogador foi cortado na mata.


 

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