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POLÍTICA
Jair Bolsonaro, 38º presidente do país, toma posse em Brasília
Bolsonaro prometeu 'tirar peso do governo sobre quem trabalha e produz' e 'restabelecer a ordem' no país.
Redação
Postada em 01/01/2019 às 18h57 - atualizada em 02/01/2019 às 00h41
Jair Bolsonaro, 38º presidente do país, toma posse em Brasília

O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o novo vice-presidente, general Hamilton Mourão, erguem as mãos após discurso no parlatório do Palácio do Planalto — Foto: Evaristo Sá/AFP

Sessenta e cinco dias após ter sido eleito, Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, em uma cerimônia que aconteceu no início da tarde desta terça-feira (1º), com atos no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente eleito deixou a Granja do Torto, por volta das 14h10, seguindo para a Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, onde se encontrou com o vice-presidente Hamilton Mourão.


Na Catedral, aconteceu a troca de carros e se iniciou o deslocamento dos dois casais, em veículos separados, até o Congresso Nacional. No trajeto que durou cerca de 10 minutos, a comitiva presidencial seguiu acompanhada por policiais a pé, por batedores da Polícia do Exército e pelo 1º Regimento de Cavalaria de Guardas – Dragões da Independência.



Bolsonaro assina o livro com o termo de posse dos presidentes da República — Foto: Nelson Almeida/AFP


A sessão solene de posse de Bolsonaro foi comandada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE). Na sessão, Bolsonaro assumiu o compromisso de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.


O juramento foi seguido do primeiro discurso de Bolsonaro como 38º presidente do Brasil. Parlamentares e convidados participaram da solenidade, que aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados.



Bolsonaro promete 'tirar peso do governo sobre quem trabalha e produz' e 'restabelecer a ordem' no país


O presidente Jair Bolsonaro prometeu nesta terça-feira (1º), ao discursar no parlatório do Palácio do Planalto após receber a faixa presidencial do agora ex-presidente Michel Temer, "tirar o peso do governo sobre quem trabalha e produz" e "restabelecer a ordem" no país (leia a íntegra do pronunciamento ao final desta reportagem).


Depois de garantir que o governo dele implementará as reformas necessárias para o Brasil avançar, Bolsonaro afirmou que agora tem o desafio de "enfrentar os efeitos da crise econômica", o "desemprego recorde", a "ideologização" das crianças, o "desvirtuamento dos direitos humanos" e a "desconstrução da família".


"Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestrutura, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do governo sobre quem trabalha e quem produz", discursou o novo presidente aos apoiadores que lotavam a Praça dos Três Poderes para acompanhar o pronunciamento.


Ao longo do discurso de oito minutos, Bolsonaro também afirmou que, com a posse dele, o Brasil "começou a se livrar do socialismo" e disse que é "urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais".


"É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto (Jair Bolsonaro)


Ao final do discurso, ele abriu, com o auxílio do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, uma bandeira do Brasil e citou um dos cânticos que marcaram protestos contra o governo Dilma Rousseff.


"Essa é a nossa bandeira [a do Brasil, verde e amarela], que jamais será vermelha", enfatizou, sob aplausos de apoiadores que estavam na Praça dos Três Poderes.


Em outro trecho do discurso, Bolsonaro voltou a agradecer a Deus por ter sobrevivido ao atentado à faca durante a campanha eleitoral e aos eleitores que o elegeram presidente da República.


Ele ressaltou, mais uma vez, que a eleição presidencial deu "voz" a quem não era ouvido e que o desejo expresso nas ruas e nas urnas foi de "mudança".


O novo chefe do Executivo destacou que foi eleito "com a campanha mais barata da história" e disse que vai combater o que classificou de "ideologias nefastas" que tentam "dividir os brasileiros".


"Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros, ideologias que destroem nossos valores e tradições, que destroem as nossas famílias, alicerce da nossa sociedade", declarou.


Com informções da Agência Brasil e G1

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