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POLÍTICA
Reforma da Previdência divide ministros, e palavra final deve ficar com equipe de Paulo Guedes
O presidente avalia que esse tema é de responsabilidade central da área econômica.
Rafael Gomes
Postada em 03/01/2019 às 18h22
Reforma da Previdência divide ministros, e palavra final deve ficar com equipe de Paulo Guedes

Paulo Guedes, o novo ministro da Economia (Imagem: Adriano Machado/Reuters)


O governo Jair Bolsonaro ainda não definiu qual é a proposta de reforma da Previdência que quer aprovar, e o tema divide os ministros. Com isso, segundo apurou o blog, a palavra final caberá à equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a Bolsonaro.


O presidente avalia que esse tema é de responsabilidade central da área econômica, comandada por Guedes, e que a equipe deve ter o peso maior na hora de definir o conteúdo da medida. A ideia é que, entre esta sexta (4) e a próxima segunda (7), Bolsonaro e Guedes se reúnam para discutir o assunto.


A equipe de Paulo Guedes acredita que é preciso atacar, de cara, no mínimo três pontos:



  • idade mínima de 65 anos, podendo ser diferente para mulheres;

  • regra de transição com fixação de pedágios;

  • unificação dos sistema público e privado.


A dúvida é quanto à proposta para as gerações futuras, se segue junto com o ajuste no modelo atual ou se vai para o Congresso numa segunda etapa.


A proposta é implantar o modelo de capitalização para quem estiver ingressando no mercado de trabalho, no qual o trabalhador contribui para usa própria aposentadoria. No atual sistema, deficitário, o trabalhador da ativa banca a aposentadoria dos inativos. Mas o Tesouro Nacional cobre o déficit, situação que Paulo Guedes considera insustentável.


Na equipe de Bolsonaro, há quem defenda, por exemplo, que a idade mínima seja diferente para cada região do país. Outros, defendem idades diferenciadas para algumas profissões. Teses que não são bem aceitas dentro da equipe econômica, que prefere um modelo geral, com pouquíssimas exceções.


Além disso, uma ala do governo propõe uma reforma do zero, sem aproveitar a que está tramitando no Congresso, encaminhada pelo ex-presidente Michel Temer. A equipe de Paulo Guedes, porém, prefere aproveitar a proposta enviada por Temer, para ganhar tempo na tramitação, afinal ela já foi aprovada em comissão especial e está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados.


O martelo deve ser batido na próxima semana, o que é aguardado com ansiedade pelo mercado. Até agora, economistas estão dando um voto de confiança ao novo governo em relação à sua proposta de reforma da Previdência, mas têm reclamado na demora de definição de seu conteúdo e estratégia de aprovação.


Nesta quinta-feira (3), questionado sobre a indefinição, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que não foi tomada uma decisão final sobre o modelo de reforma do governo Bolsonaro durante sua primeira reunião ministerial. Mas, para afastar qualquer dúvida, disse: “Só uma palavra, vamos fazer a reforma da Previdência”.


 


FONTE: G1
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