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DIVERSAS - FEVEREIRO 2019
ESPORTES
Análise: Felipão melhora o time, e bom Palmeiras abafa o mau Palmeiras no clássico
reinador muda a equipe no intervalo; atuação confirma oscilações da temporada.
Rafael Gomes
Postada em 17/03/2019 às 10h50 - atualizada em 17/03/2019 às 10h54
Análise: Felipão melhora o time, e bom Palmeiras abafa o mau Palmeiras no clássico

Jogadores do Palmeiras comemoram o gol da vitória sobre o São Paulo (Imagem: Flavio Florido/BP Filmes)


Houve um mau Palmeiras e um bom Palmeiras no clássico contra o São Paulo, neste sábado, no Pacaembu. Eles foram separados pelo intervalo. O mau Palmeiras correu risco de sair perdendo; o bom Palmeiras garantiu a vitória de 1 a 0 – golaço de Carlos Eduardo.


A oscilação no clássico é também reflexo da temporada para o Palmeiras. O time ainda não alcançou um ponto de estabilidade. Apesar da boa largada na Libertadores (duas vitórias em dois jogos) e da classificação antecipada às quartas de final do Paulistão, o rendimento varia. Para este ponto do ano, é compreensível; mas é preciso deixar a equipe mais confiável até começar o que realmente importa: o mata-mata da Libertadores.


Os próprios clássicos são um microcosmo deste Palmeiras bipolar. Antes da vitória sobre o São Paulo, o Verdão havia perdido para o Corinthians (1 a 0, em casa, em 2 de fevereiro), jogando pouco, e empatado com o Santos (0 a 0, também em casa, em 23 de fevereiro), em bom jogo.


Neste sábado, no primeiro tempo, a impressão era de um time que regredia. Embora tivesse a bola, o Palmeiras não conseguia encontrar utilidade para a posse – e o pior: não dava pinta de estar lá muito ligado. O São Paulo jogava um clássico, e o Palmeiras jogava uma partida de futebol.


Havia muitos jogadores discretos em campo, dominados pela marcação são-paulina, incluindo nomes como Dudu e Gustavo Scarpa. Mas foi em Borja que repousou a insatisfação de Felipão. E também a mudança no time.


Ainda no intervalo, o treinador sacou o colombiano e colocou Carlos Eduardo. E aí apareceu o bom Palmeiras. O time ganhou mobilidade, se tornou mais agressivo e passou a dominar o São Paulo, fazendo o que não fizera no primeiro tempo: chutar a gol. Em um dos chutes, o próprio Carlos Eduardo tabelou com Dudu e mandou uma pancada impressionante. A bola bateu no travessão, quicou sobre a linha, voltou ao travessão e entrou. Golaço.


Felipão foi bem. Mostrou velhos predicados: leitura de jogo, capacidade de remobilização e conhecimento de seu elenco. E, depois do jogo, sinalizou que Borja deu um passo atrás na briga por lugar no time. Questionado por um repórter sobre a substituição ter sido motivada por insatisfação com o rendimento do atacante, admitiu que era isso mesmo. Ele gosta de jogar com centroavantes, mas preferiu mudar o jeito de atuar do que manter Borja em campo (não havia outro centroavante no elenco, já que Deyverson estava suspenso).


Assim, o clássico serviu para aquilo que deve servir um estadual no meio de uma Libertadores: fortalecer alternativas de jogo para o treinador. Sem um camisa 9 tradicional, Ricardo Goulart avançou, Dudu centralizou, Scarpa apareceu mais. E Carlos Eduardo ganhou corpo. Foi seu primeiro gol pelo Palmeiras, e Felipão acredita que isso possa deixá-lo mais leve.


Com o conforto da classificação às quartas de final do Paulista, o time volta a campo na quarta-feira, contra a Ponte Preta, e Felipão fará novas mudanças. É um caso curioso o do Palmeiras, porque tornar um time mais seguro, mais estável, costuma demandar repetições de escalação, um processo mais complicado com um elenco tão vasto, tão qualificado como este que Scolari tem em mãos.


 


FONTE: Globo Esporte
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