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Protestos

Professores da rede estadual fazem protesto e deflagram greve no Piauí

O governo do estado e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informaram que os professores receberão piso salarial acima do estabelecido pelo governo federal.

10/02/2020 13h32Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Professores realizam manifestação em frente ao Palácio de Karnak — Foto: Andrê Nascimento G1
Professores realizam manifestação em frente ao Palácio de Karnak — Foto: Andrê Nascimento G1

Professores da rede estadual de ensino deflagraram greve e realizaram protesto na manhã desta segunda-feira (10) no Centro de Teresina. A categoria pede que o reajuste de 4,17% para o ano de 2019 e de 12,84%, para 2020, inclua também os aposentados. O governo do estado e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informaram que os professores receberão piso salarial acima do estabelecido pelo governo federal. Categoria diz que valor anunciado já inclui gratificações.

“É a nossa valorização. Nós queremos o reajuste salarial de 4,17% para 2019, e o governo colocou apenas para os ativos, e os aposentados nada. E o desse ano que é de 12,84%, também para ativos e aposentados”, disse Paulina Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Piauí (Sinte).

Paulina declarou ainda que o governador considera gratificações incluídas no salário, o que, segundo eles, não representa de fato o valor do piso dos professores.

“Essa notícia [do reajuste acima do piso nacional] foi enviada à imprensa, mas não à categoria, isso é uma forma de colocar a opinião pública contra os professores. A categoria entrou de greve hoje, em todo o estado e nos núcleos regionais as assembleias estão ocorrendo e decidindo também pela greve”, disse.

Projeto de lei para a Alepi

O governo do estado informou que encaminhará à Assembleia Legislativa, nesta semana, um projeto de lei estabelecendo que o menor valor pago para os professores 40 horas da rede estadual de ensino seja de R$ 3.167,17. Assim, afirmou que o piso estadual se manterá acima de R$ 2.886,24, que é o valor definido nacionalmente pelo governo federal.

A Seduc informou que o reajuste concedido por meio de incorporação de auxílio-alimentação garante que o governo cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para este ano, o governo informou que pagará valor superior ao piso e manterá o auxílio de 4,31%. O cálculo, de acordo com o governo, foi feito com base com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Fonte: G1 Piauí