Quinta, 01 de Outubro de 2020
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Geral Alta de preços

Alta no preço dos alimentos é puxada pelo dólar e auxílio emergencial

Um dos fatores primordiais que levou ao aumento dos preços de produtos básicos foi o dólar alto, o que incentiva os produtores a aumentarem as exportações, reduzindo, assim, a oferta de produtos no mercado interno

11/09/2020 13h21 Atualizada há 3 semanas
Por: Sebastião Silva Neto-Jornalista MTE/DRT-0002001/PI
O economista James Brito projeta que os preços elevados dos alimentos, como arroz, óleo e carne, continuarão até dezembro
O economista James Brito projeta que os preços elevados dos alimentos, como arroz, óleo e carne, continuarão até dezembro

Nos últimos meses, os consumidores viram o preço dos alimentos, como arroz, óleo e feijão, aumentar consideravelmente. Na avaliação do economista James Brito, esse reajuste ocorreu devido à disparada do dólar e do pagamento do auxílio emergencial em virtude da pandemia do novo coronavírus.

"Um dos fatores primordiais que levou ao aumento dos preços de produtos básicos foi o dólar alto, o que incentiva os produtores a aumentarem as exportações, reduzindo, assim, a oferta de produtos no mercado interno. Outro fator se refere ao benefício do governo federal, que estimulou o aumento do consumo. Ele foi direcionado, em grande parte, para a população mais pobre do país, que tem uma cesta de compras formada, em sua maioria, por produtos básicos, como arroz, carne, leite, óleo", explica James Brito.

Reflexo desse cenário foi comprovado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na quarta-feira (9) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa mostrou que a inflação do país subiu 0,24% em agosto. Este já é o terceiro mês seguido de aumento da inflação.

No acumulado em 2020, o IPCA registra alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%, ainda abaixo do piso da meta do governo para o ano, que é de 2,5%. Desta forma, James Brito acredita que a alta inflação seguirá até dezembro de 2020.

"Estima-se que, segundo o governo, não irá faltar alimentos no Brasil. No entanto, espera-se que em meados de dezembro pra janeiro já se comece a colher novas safras desses produtos, principalmente o arroz e a soja; esta última, matéria-prima do óleo consumido pela maioria dos brasileiros. Esse aumento vai influenciar fortemente a inflação de 2020, o que seguramente ainda teremos alguns meses de 2020 com altos preços de produtos alimentícios básicos", projeta James Brito.

Com informações do Jornal o Dia

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