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Universidade Estadual do Piauí adia início das aulas do período especial; sem definição de nova data

Segundo a Uespi, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) vai deliberar sobre novas datas para o início das aulas tanto do PEC, como também do ensino regular 2020.1.

14/09/2020 08h01 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) — Foto: Lucas Marreiros/G1
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) — Foto: Lucas Marreiros/G1

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) adiou o início das aulas do período especial (PEC) 2020.3, que estava marcado para esta segunda-feira (14).

De acordo com a instituição, o adiamento ocorreu porque o Comitê Gestor de Crise, criado durante a pandemia da Covid-19, determinou que o período só iria começar com a garantia de conectividade para os alunos matriculados e que necessitam de acesso às aulas remotas.

A universidade informou que tem feito busca ativa dos alunos do período especial para identificar quem tem acesso e aquele que tem dificuldade.

A Uespi informou ainda que foi fechada uma parceria entre o Governo do Estado e uma operadora telefônica para a entrega de chips com uma quantidade de gigas de internet.

A instituição agora aguarda a entrega desses chips para os alunos do período especial, que deve acontecer dentro de 15 a 20 dias. Por isso, o início das aulas foi adiado.

Ainda não há definição de uma nova data para o início das aulas. Segundo a Uespi, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) vai deliberar sobre novas datas para o início das aulas tanto do PEC, como também do ensino regular 2020.1.

A instituição informou que todas as informações serão divulgadas no site e nas redes sociais oficiais. “Compreendemos que estamos vivendo um momento difícil e a universidade sempre prezará pelo ensino de qualidade a todos que fazem parte dela”, afirma a nota divulgada pela Uespi.

Menos dias letivos

Quando anunciou o antigo calendário, a Uespi afirmou que seguiria as normativas dos órgãos de educação e citou a portaria n. 544 de 16 de junho de 2020 do Ministério da Educação, que trata sobre a substituição das aulas presenciais pelo ensino remoto enquanto durar a pandemia Covid-19.

O período de vigência da substituição do ensino presencial pelo ensino utilizando os recursos educacionais digitais, segundo a portaria, é até 31 de dezembro.

A universidade também citou a Lei n. 14.040 de 18 de agosto de 2020, onde o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu normas a serem adotadas durante a pandemia pelas instituições de ensino. A legislação dispensou, “em caráter excepcional”, a obrigatoriedade dos 200 dias letivos.

“A lei determina que não haja prejuízo da carga horária e de conteúdos previstos por cada curso e, com toda certeza, a Uespi irá respeitar isso. É um momento difícil, delicado, mas queremos manter nossa excelência no ensino e que não haverá prejuízo nenhum do conteúdo para o aluno”, disse a Pró-reitora de Ensino e Graduação (PREG), Profa. Dra. Nayana Pinheiro.

Auxílio inclusão digital

Outro anúncio feito pela Uespi ao divulgar o antigo calendário, foi o da aprovação de um auxílio para inclusão digital. Conforme a instituição, o benefício surgiu da preocupação quanto ao acesso dos alunos à internet.

Na época, a universidade informou que o auxílio ficaria a cargo da Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX) e que seria dado para os alunos da UESPI de todos os campi, obedecendo a alguns critérios para a sua concessão.

Eliene Pierote disse então que o texto final do edital para o auxílio ainda estava sendo organizado.

Funcionamento na pandemia

A Uespi começou a adotar medidas devido à pandemia em março, como a suspensão do calendário acadêmico de forma presencial, para evitar a disseminação do novo coronavírus. A instituição manteve algumas atividades de forma remota. Pesquisas e projetos de extensão também foram mantidos.

As pós-graduações retornaram em junho de forma remota e o trabalho administrativo presencial retornou com rodízios em todos os setores no dia 10 de agosto, com base em protocolos dos órgãos de saúde.

 Com informações do G1

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