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Brasil Política

Alexandre de Moraes inclui Bolsonaro no inquérito de fake news

Ministro do STF diz que declarações do presidente revelam manifestação, "em tese, criminosa e atentatória às instituições"

05/08/2021 07h26 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: R7
O ministro Alexandre de Moraes, que decidiu incluir o presidente em investigação - ROSINEI COUTINHO/SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, que decidiu incluir o presidente em investigação - ROSINEI COUTINHO/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu nesta terça-feira (3) o pedido do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e determinou a instauração de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro em razão das alegações sobre fraudes nas urnas eletrônicas no inquérito das fake news.

A solicitação foi feita após live realizada pelo chefe do Executivo na última quinta-feira (30), quando apresentou vídeos já desmentidos e declarações infundadas sobre supostas fraudes no sistema eletrônico de votação, além de promover ameaças às eleições de 2022.

“Não há dúvidas de que as condutas do Presidente da República insinuaram a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte, utilizando-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia; revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente diante da existência de uma organização criminosa – identificada no presente Inquérito 4781 e no Inquérito 4874 – que, ilicitamente, contribuiu para a disseminação das notícias fraudulentas sobre as condutas dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e contra o sistema de votação no Brasil”, registrou Alexandre no despacho.

A notícia-crime contra Bolsonaro foi apresentada ao STF na noite desta segunda-feira (2), pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que atualmente é o alvo preferencial dos ataques do presidente da República, e solicitou a averiguação de “possível conduta criminosa” relacionada ao inquérito das fake news. Hoje, Bolsonaro voltou a atacar Barroso dizendo que ele presta “um desserviço à nação” e “coopta” outros ministros. A ação contra o chefe da Nação foi aprovada por unanimidade pelos ministros da corte eleitoral.

 

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