Polícia Ocorrência
Esposa de médico é presa após agredir e ameaçar policiais dentro de delegacia em Teresina
caso gerou grande repercussão entre os servidores do 6º DP, que relataram que a mulher já havia estado no local em outras ocasiões, sempre de forma alterada e hostil.
16/10/2025 20h46 Atualizada há 9 meses
Por: Redação
Central de Flagrantes de Teresina — Foto: Lucas Marreiros

Uma mulher identificada apenas pelas iniciais M.E.S., esposa do médico aposentado J.A., de 80 anos, foi presa no início da tarde desta quinta-feira (16) após desacatar, ameaçar e agredir servidores e policiais civis dentro das dependências do 6º Distrito Policial (6º DP), localizado no bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina.

De acordo com o delegado Andrei Alvarenga, titular da unidade, a mulher esteve na delegacia para acompanhar o andamento de um boletim de ocorrência de natureza civil, mas acabou se exaltando e passou a ofender verbalmente os servidores, incluindo o próprio delegado, além de ameaçar uma funcionária comissionada.

“Ela foi ofensiva e agressiva com meu escrivão e com os servidores da unidade. Disse que os comissionados não valiam nada e que iria agredir uma funcionária. Também proferiu acusações de racismo contra mim”, relatou o delegado.

Diante da situação, os policiais tentaram conter a mulher, que resistiu à prisão e continuou com as agressões verbais, sendo necessário acionar uma equipe da Polícia Militar para realizar a condução até a Central de Flagrantes.

Ainda segundo o delegado, uma estagiária e uma comissionada da delegacia passaram mal durante a confusão. A estagiária chegou a desmaiar duas vezes após ser ameaçada e foi levada ao hospital, onde recebeu atendimento e já teve alta. Já a comissionada precisou ser encaminhada ao Hospital HTI Casamater após sofrer três desmaios.

A suspeita foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito e, posteriormente, levada à Central de Flagrantes, onde foi autuada por desacato, resistência e ameaças.

A defesa de M.E.S., representada pelo advogado Luís Alberto Júnior, afirmou que está avaliando os procedimentos legais cabíveis e aguarda a definição se o caso resultará em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) ou em flagrante delito.

O caso gerou grande repercussão entre os servidores do 6º DP, que relataram que a mulher já havia estado no local em outras ocasiões, sempre de forma alterada e hostil.