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São Pedro do Piauí: Advogada que denunciou companheiro por agressão relata ter sofrido ameaça de morte
Em entrevista ao Canal 121, Lenise Marinho Mendes Moura afirmou que recebeu informações de que o ex-companheiro teria dito que poderia matá-la. Mesmo morando em outro município, ela diz que vive assustada, teme pela própria vida e pede ajuda das autoridad
02/11/2026 13h18
Por: Redação
Lenise Marinho (Foto: Arquivo Pessoal)

A advogada Lenise Marinho Mendes Moura, de 38 anos, que denunciou o ex-companheiro por supostas agressões físicas e psicológicas em São Pedro do Piauí, relatou à reportagem do portal de notícias Canal 121 que também teria sido ameaçada de morte pelo investigado, identificado pelas iniciais J.L.A.J., de 48 anos, servidor público federal vinculado ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).

Durante a entrevista, Lenise contou que recebeu de um cliente a informação de que o ex-companheiro teria afirmado que poderia até matá-la. Para a advogada, a declaração foi interpretada como uma ameaça indireta, principalmente porque, segundo ela, o homem teria feito o comentário sabendo que a informação chegaria ao seu conhecimento.

A situação aumentou ainda mais o medo e a insegurança vividos pela advogada. Ela afirmou que, apesar de atualmente estar morando em outro município e ter mudado de endereço para manter distância do investigado, continua assustada e teme que algo mais grave possa acontecer.

“Eu vivo com medo e temo pela minha vida”, relatou Lenise ao Canal 121.

Relato de violência durante o relacionamento

Lenise contou que manteve um relacionamento com o investigado durante aproximadamente cinco anos. Segundo ela, no início da convivência, as agressões eram de natureza psicológica, mas, depois do nascimento do filho do casal, atualmente com dois anos e sete meses, os episódios também passaram a envolver violência física.

A advogada afirmou que algumas das agressões teriam acontecido na presença da criança, situação que, segundo seu relato, tornou ainda mais difícil a convivência e contribuiu para sua decisão de procurar as autoridades.

Ela também relatou que o ex-companheiro estaria tentando difamá-la, atribuindo a ela situações que, segundo a advogada, não correspondem à realidade.

Diante do que considera uma situação de risco, Lenise fez um apelo às autoridades para que acompanhem o caso e adotem as providências necessárias para garantir sua segurança e integridade física e psicológica.

Denúncia e medidas protetivas

Conforme a denúncia apresentada às autoridades, as situações de violência teriam começado em abril deste ano. O episódio mais recente relatado pela vítima teria ocorrido na terça-feira (27 de outubro).

Após registrar boletim de ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis, a advogada solicitou medidas protetivas de urgência, que foram concedidas pela Justiça.

Entre as determinações judiciais estão a proibição de o investigado se aproximar da vítima a menos de 200 metros e de manter contato com ela, inclusive por meios eletrônicos. A Justiça também estabeleceu que eventuais visitas ao filho menor aconteçam sob supervisão de uma terceira pessoa de confiança.

Outra determinação prevê a suspensão da posse e do porte de armas de fogo pelo investigado, além da busca e apreensão de eventuais armas e munições que estejam em seu poder.

Inquérito policial está em fase final

Na ocasião das informações repassadas à reportagem, o delegado responsável pelo caso informou que o inquérito policial estava em fase final de conclusão e que pretendia encaminhar o procedimento à Justiça o mais rápido possível.

Lenise afirmou que decidiu tornar o caso público também para incentivar outras mulheres que enfrentam situações de violência doméstica a denunciar e procurar ajuda.

O caso segue sob investigação, e as medidas protetivas permanecem em vigor. O procedimento judicial tramita sob segredo de Justiça. O investigado é tratado como suspeito, e as acusações deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.