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Ataque

Bases que abrigam tropas dos EUA são atacadas no Iraque; Irã assume responsabilidade

Base aérea de Al-Asad e outra em Erbil foram atingidas. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos e afirmou que eles são parte da operação de vingança pela morte do general Qassem Soleimani. Há relatos de vítimas iraquian

07/01/2020 22h42Atualizado há 3 semanas
Por: Rafael Gomes
Vista aérea da base de Ain al-Asad, no deserto de Anbar, no Iraque, em 29 de dezembro de 2019. Base foi um dos alvos de foguetes iranianos na quarta-feira (8) (Imagem: Divulgação)
Vista aérea da base de Ain al-Asad, no deserto de Anbar, no Iraque, em 29 de dezembro de 2019. Base foi um dos alvos de foguetes iranianos na quarta-feira (8) (Imagem: Divulgação)

Duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis iranianos na noite desta terça (7) - madrugada de quarta (8) no horário local -, informou o Pentágono.

A base aérea de Ain Al-Asad, no oeste do país, é uma das que foram atingidas, e a outra está em Erbil, na região curda do Iraque. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos dos mísseis a ambas as bases.

Resumo dos acontecimentos até agora:

  • Mais de 12 mísseis foram lançados pelo Irã contra 2 bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas
  • O Pentágono confirmou o ataque, o Irã assumiu a responsabilidade e ameaçou realizar ataques dentro dos Estados Unidos se os americanos revidarem a ofensiva
  • A ação é vingança pelo assassinato do general iraniano Qassem Soleimani
  • Até o momento há o relato de vítimas iraquianas, mas não se sabe quantas, nem o estado de saúde delas
  • Donald Trump deve falar à nação ainda na noite desta terça.

Uma fonte de segurança do Iraque disse à CNN que 13 foguetes atingiram a base de Al-Asad, e que eles foram lançados de uma distância de cerca de 10km.

Ainda segundo fontes de segurança do Iraque, há relatos de vítimas iraquianas, mas não há informações sobre quantas são ou se elas foram mortas ou feridas. Autoridades americanas informaram à CNN que não há relatos de vítimas dos EUA.

"Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã", declarou o Pentágono, confirmando os ataques. "Estamos trabalhando em avaliar os danos iniciais da batalha".

Um porta-voz das forças armadas da Noruega disse à Associated Press que cerca de 70 soldados noruegueses estavam na base de Al-Asad, mas que não houve relatos de feridos.

Mais cedo, uma rede estatal de TV iraniana havia informado que "dezenas de mísseis" foram lançados contra a base de Al-Asad. A agência de notícias Tasnim falou em uma "segunda rodada de ataques" pelo Irã, mas não ficou claro a quais ofensivas essa "rodada de ataques" se referia.

Segundo a rede de televisão árabe "Al Mayadeen", citada pela Reuters, helicópteros americanos estiveram presentes em ao menos um dos locais atacados, e um estado de "alerta total" foi ativado.

O presidente americano, Donald Trump, foi informado dos ataques pouco depois, e deve falar à nação ainda esta noite. "O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional", disse a Casa Branca em comunicado.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e o secretário da Defesa, Mark Esper, estão na Casa Branca, segundo a rede CNN.

Ameaças

De acordo com uma rede de TV iraniana, o ataque é parte da operação de vingança de Teerã, chamada de "Mártir Soleimani", contra a morte do general Qassem Soleimani, na semana passada, em um ataque aéreo americano no Iraque. O comandante era chefe da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana.

"Estamos alertando todos os aliados dos americanos, que deram suas bases ao seu exército terrorista, de que qualquer território que seja ponto de partida de atos agressivos contra o Irã será alvo", declarou a Guarda Revolucionária do Irã por meio da Irna, a agência de notícias oficial iraniana.

A guarda também ameaçou Israel e alertou os Estados Unidos de que retirem tropas da região para evitar a morte de mais soldados. Em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram, a guarda disse que, se os Estados Unidos retaliarem o ataque, iriam responder à ofensiva "dentro da América".

A base aérea de Ain Al-Assad fica no oeste do Iraque, na província de Anbar. Começou a ser usada pelas forças americanas depois da invasão do Iraque pelos EUA em 2003, que derrubou Saddam Hussein. As tropas americanas também ficaram lá durante o combate contra o Estado Islâmico. Cerca de 1,5 mil soldados estão abrigados ali, segundo a AP.

 Com informações do G1

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