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Polícia Desdobramento

Mãe de Izadora Mourão pode ter participado da execução do crime, diz advogado

Segundo o advogado Benício Júnior, representante da OAB, o crime foi premeditado e arquitetado pela mãe de Izadora e pelo irmão, o jornalista João Paulo Mourão.

19/02/2021 09h42 Atualizada há 5 dias
Por: Redação
Maria Nerci e João Paulo Mourão
Maria Nerci e João Paulo Mourão

A mãe da advogada Izadora Mourão, Maria Nerci, pode ter participado da execução do assassinato da própria filha juntamente com o jornalista João Paulo Mourão, também seu filho, preso na última segunda-feira (15). Tal possibilidade foi revelada à reportagem na noite desta quinta-feira (18) pelo advogado Mauro Benício Júnior, que está acompanhando o caso como representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Piauí (OAB-PI).

Benício Júnior explicou que a OAB, tendo acompanhado toda a investigação realizada pela Polícia Civil do Piauí, tem a certeza de que não resta outra conclusão senão a de que João Paulo Mourão assassinou a própria irmã.

“O nosso trabalho da OAB chegou ao fim nessa primeira fase de inquérito, nós já estamos bastante satisfeitos com o trabalho da Polícia Civil, do DHPP, que trabalhou brilhantemente, juntou todas as pontas e descartou qualquer possibilidade de ter essa Maria, que teria entrado na casa com autorização da Izadora”, afirmou o advogado Benício Júnior.

Segundo o advogado, o crime foi premeditado por João Paulo e pela mãe, Maria Nerci. O jurista revela a possibilidade de a idosa de 70 anos ter participado na execução do assassinato, ou seja, ela pode ter desferido golpes contra a própria filha. Isso, no entanto, ainda não foi comprovado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Eles [João Paulo e Maria Nerci] arquitetaram tudo desde o primeiro momento, ainda faltam colher algumas provas técnicas, que podem até chegar na participação efetiva da dona Nerci na execução, mas na nossa percepção, todo o planejamento, ela participou de tudo isso. Tem situações, que eu não quero aqui revelar, que comprovam a premeditação desse crime. Não foi em uma discussão e eles não decidiram naquele momento tirar a vida da Izadora, eles já vinham aguardando o momento para poder fazer”, destacou.

Ciúmes

Ainda conforme o representante da OAB, a relação de Izadora com a mãe e o irmão não era das melhores, não por culpa dela, mas por um ciúme que Maria Nerci e João Paulo nutriam devido ao fato de o pai, já falecido, ter demonstrado durante toda a vida um maior carinho e cuidado com a filha advogada.

“O crime foi dentro de casa, foi planejado com requintes de crueldade, foi um crime realmente que a motivação era o relacionamento desgastado entre os familiares, onde a dona Nerci e o João Paulo queriam excluir a Izadora de perto deles. Vem de muito antes, a Izadora era superprotegida pelo pai, até enquanto ele foi vivo tudo era para a Izadora, e criou-se um certo ciúme da dona Nerci e do João Paulo. Quando pai faleceu ela perdeu o chão, aquele protetor, e ela foi tratada como estranha, um corpo estranho dentro de um organismo que precisava ser extirpado e optaram pela maneira mais cruel”, relatou Mauro Benício Júnior.

Herança

“O pai deixou um patrimônio considerável, que seria metade para dona Nerci e o restante para os três filhos, ela não estava brigando, o problema era que eles não queriam dar nada ou quase nada pra ela”, frisou o advogado.

Filha de Izadora

Mauro Benício Júnior informou que filha da advogada, Izabela Mourão, estava na casa no dia do crime, contudo, no momento em que a mãe foi morta ela dormia. “A filha dela estava, mas não teve nenhum acesso, não soube de nada, ela estava dormindo, não teve nenhum envolvimento”, finalizou.

Entenda o caso

Izadora Mourão foi morta a facadas no dia 13 de fevereiro dentro de casa, na cidade de Pedro II. A princípio, a família afirmou a polícia que uma mulher chamada Maria teria matado a advogada, no entanto, o DHPP levantou que nenhuma mulher havia ido até a residência naquele dia e concluiu que o irmão dela, João Paulo Mourão, foi o responsável pelo crime.

João Paulo foi preso na tarde da última segunda-feira (15), como principal suspeito de ter assassinado a irmã com sete facadas. O DHPP afirma que não restam dúvidas de que o jornalista é o autor material do crime. Na terça-feira (16), a Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva do jornalista.

Com informações do GP1

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Colunista da Região Norte do Piauí
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