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Enfermeiros faltam a plantões após cortes de até 70% nos salários em Teresina

FMS informou que cortes foram feitos pelo MS, mas Prefeitura havia assumido compromisso de pagar adicional de insalubridade, o que não está acontecendo, segundo os servidores.

02/04/2021 às 10h16 Atualizada em 02/04/2021 às 21h21
Por: Redação
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Fundação Municipal de Saúde de Teresina — Foto: Divulgação
Fundação Municipal de Saúde de Teresina — Foto: Divulgação

Enfermeiros do Hospital de Urgência de Teresina e da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Renascença, localizados nas Zonas Sul e Sudeste de Teresina, respectivamente, informaram que entregaram as escalas de plantão e estão deixando de ir ao trabalho após cortes nos salários de até 70%, em alguns casos.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Gilberto Albuquerque, o corte em repasses e gratificações pelo Ministério da Saúde foi o que levou à grande redução para alguns profissionais.

“Esses cortes vêm desde dezembro do ano passado, quando o Ministério da Saúde deixou de repassar valores que duplicavam o salário, incluindo 40% de adicional de insalubridade. Depois que os profissionais começaram a ser vacinados, o Ministério entendeu que não deveria mais pagar, por isso tem gente recebendo tão pouco dinheiro”, declarou o presidente da FMS.

Contudo, após mediação do Ministério Público do estado, a FMS havia assumido compromisso de pagar os salários, o que os profissionais relatam que não aconteceu. Os profissionais chegaram a fazer protestos e paralisações, antes do acordo.

Cortes de até 70%

Para alguns, o corte chegou a 70% do salário. Um dos enfermeiros que falaram à reportagem, que atua na UPA do bairro Renascença, relatou que recebeu 4.645,74 no mês de fevereiro e R$ 1.317,75 em março. Na unidade, segundo ele, os profissionais estão buscando substitutos, porque dizem que não compensa sair de casa para trabalhar, com os cortes feitos.

 “Vários estão deixando postos de trabalho, outros faltando e entregando escalas. Não por não darem conta do trabalho, mas por não receber o suficiente para poderem sair de casa. Alegaram que era por falta de recursos, mas foi acordado com o MP que daria para pagar. Como isso não aconteceu, eles pediram que cada um que se sentisse lesado procurasse individualmente o RH da FMS. Mas isso foi feito e nada resolvido também”, informou.

O presidente do Sindicatos dos Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem do Piauí (Senatepi), Erick Ricelly, destacou que as UPAs, o hospital do Monte Castelo e o HUT foram os mais afetados, por terem vários profissionais contratados, muitos dos quais estão recebendo menos de um salário mínimo, com os cortes.

"Praticamente todas as unidades de saúde estão sendo afetadas, mas o HUT e o Hospital do Monte Castelo, além das UPAs, foram as mais afetadas, porque foram afetados servidores efetivos, mas há muitos profissionais contratados, que disseram que não têm a mínima condição de permanecer. Em escalas extras, substituindo colegas, chegaram a receber menos da metade de um salário mínimo", relatou o presidente.

Sobre o descumprimento do acordo, a FMS ainda não se pronunciou a respeito.

Com informações do G1 Piauí

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