
A deputada estadual Gracinha Mão Santa (Progressistas) denunciou publicamente, nesta sexta-feira (11), que foi vítima de ameaças gravíssimas envolvendo um suposto plano de sequestro, estupro e assassinato. A denúncia surgiu após a divulgação de um áudio atribuído a dois homens, identificado como Chaga Aragão, empresário do setor de transportes, e Irmão Manoel, ex-suplente de vereador, em um grupo de WhatsApp intitulado Piauí em Foco.
No conteúdo divulgado, os envolvidos conversam em tom pejorativo e sexual sobre a parlamentar, citando supostas intenções criminosas. A fala causou forte comoção e indignação entre autoridades e a sociedade civil.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Parnaíba exonerou um servidor comissionado, que atuava no setor de iluminação pública da Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Regularização Fundiária (Seinfra). A exoneração foi publicada na edição do Diário Oficial do Município desta sexta-feira (11).
O prefeito Francisco Emanuel (Progressistas) repudiou veementemente o episódio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que o outro envolvido, Irmão Manoel, não possui qualquer vínculo com a gestão municipal. “Nós não compactuamos de forma alguma com nenhum tipo de crime com exposição às mulheres”, destacou.
Carta aberta e reação institucional
Em resposta, a deputada Gracinha Mão Santa divulgou uma carta aberta à população, classificando o episódio como um “plano macabro e vil, com palavras chulas e repugnantes”. A parlamentar também relembrou outros episódios de perseguição e ameaças recentes que envolvem sua família, e cobrou uma investigação rigorosa sobre os envolvidos e possíveis mandantes.
“Tramaram friamente, com palavras chulas, repugnantes, um plano de sequestro, estupro e morte contra mim. […] Isso ultrapassou qualquer limite”, declarou a deputada em um trecho da carta.
A Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi) também se manifestou oficialmente sobre o caso. Em nota, a Mesa Diretora repudiou o ataque, expressou solidariedade à deputada e reforçou o compromisso da Casa com o combate à violência contra a mulher.
“É inadmissível que, em pleno século XXI, mulheres continuem sendo alvo de intimidações e agressões – físicas, verbais ou simbólicas – em razão de seu gênero ou papel público”, afirma a nota da Alepi.
A SSP-PI e o Ministério Público devem acompanhar o caso, que segue em investigação. A deputada afirma confiar na Justiça e reforça que seguirá lutando “em nome da verdade, da liberdade e da proteção das mulheres”.
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