
A semana começa com as repercussões da crise ambiental causada pelo aumento de queimadas na Amazônia. Na edição de hoje, a Folha mostra como decisões tomadas pelo governo Bolsonaro fragilizaram as políticas de controle ambiental no país e podem ter contribuído para o aumento do desmate registrado pelos alertas do Inpe nos últimos meses.
O assunto dominou as discussões do G7, reunião das 7 maiores economias do mundo, que ocorreu durante o fim de semana na França. Uma das opções discutidas no encontro foi a formação de uma coalizão internacional para garantir o reflorestamento da Amazônia, acompanhada por um fundo destinado a bancar essas ações, conforme mostra o blogueiro do UOL Jamil Chade. Os países reunidos na cúpula concordaram quanto ao envio de ajuda "o mais rápido possível".
Além do G7, outros países manifestaram a intenção de ajudar o Brasil a conter a crise. Israel ofereceu equipamentos de combate a incêndios, enquanto Colômbia e Chile também discutem formas de ajuda.
Internamente, a crise ambiental causou desgaste ao governo Bolsonaro. Na sexta-feira, o presidente foi alvo de panelaços em diversas cidades do país durante o pronunciamento em cadeia de TV em que anunciou medidas para combater os focos de incêndio. Entre as ações, o governo anunciou o desbloqueio de R$ 38,5 milhões para o Ministério da Defesa usar no combate aos incêndios na Amazônia.
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