
A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quarta-feira (21) a Operação Pastor para o cumprimento de mandados de prisão referentes a crimes de desvios de recursos públicos, que envolvem políticos, prefeitos, secretários, ex-gestores públicos e também empresários. A ação está ocorrendo em três cidades do Piauí: Teresina, São Raimundo Nonato e Dom Inocêncio; além de Brasília, no Distrito Federal.
A Operação cumpre dois mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão.

O grupo criminoso é investigado pela prática de desvio-peculato, fraudes licitatórias, corrupção ativa, e corrupção passiva. Foram desviados recursos do Ministério da Educação, Codevasf e Funasa. O prejuízo apurado até o momento ultrapassa o montante de R$ 5 milhões.
De acordo informações da PF, as fraudes eram lideradas por Inocêncio Leal Parente, ex-prefeito da cidade de Dom Inocêncio, que está preso na sede da Polícia Federal em Teresina. O empresário Décio de Castro Macedo, dono da construtora Jenipapo, também foi preso.
Em São Raimundo Nonato, o grupo fraudava licitações, desviava dinheiro público mediante superfaturamento das obras, ou atraves de fraude nos contratos, ou seja, se pagava por obras que não eram realizadas.
Além disso, os crimes eram realizados mediante a utilização de documentações falsas para instruir prestações de contas no TCE, a fim de disfarçar as fraudes que eram realizadas pelo grupo.
Segundo a Polícia Federal, o líder do grupo era o ex-prefeito Inocêncio Leal Parente, que assinava os convênios e as licitações.
A ação fraudulenta foi descoberta através de interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal do Piauí.
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