
Na tarde desta quarta-feira (18), a Delegacia de Homicídios apresentou Wedson Gabriel de Araújo Freiras, preso acusado de envolvimento na morte do vigilante água-branquense Rubens de Amorim Pimentel de 35 anos de idade.
À imprensa, Wedson disse que quem atirou em Rubens foi o menor, que também já foi apreendido: “Foi de repente, ele apareceu na rua e nós abordamos ele, o outro tomou o celular dele, ele saiu correndo e botou as mãos na calça como se fosse puxar a arma e o parceiro pegou e atirou nele”, contou.
Wedson disse que estava arrependido: “Eu tô [arrependido] porque não fui eu que atirei”. Ao ser questionado de quem é a arma, ele respondeu: “É de quem atirou”.
Já o menor de iniciais A.J.S.C.J disse que não está arrependido: “Não me arrependo não [de ter atirado], já tá feito”, declarou.
De acordo com o delegado Barêtta, coordenador da Delegacia de Homicídios, o preso está mentindo: “A investigação está sendo muito bem conduzida pelo delegado Danúbio, o inquérito policial está sendo formalizado através do auto de prisão em flagrante, mas essa é uma defesa dele, é uma tática, uma estratégia criminosa que eles usam, evidentemente que a prova maior está dentro dos autos do inquérito policial, que prova que ele realmente [é o autor do disparo]”, afirmou.
“Se assim mesmo ele não tivesse feito o disparo, ele concorre na mesma pena do tipo penal, é bem claro o código penal brasileiro, eles saíram com intenção de roubar, de matar, então a violência já estava implícita”, completou.
A pessoa que adquiriu o telefone do vigilante, também será ouvida pela polícia: “Ele também vai ser ouvido para saber qual o grau de crime que ele cometeu”, finalizou.

O crime
O vigilante noturno Rubens de Amorim Pimentel foi assassinado a tiros, na madrugada desta quarta-feira (18), por volta das 02h40, durante um assalto na Avenida Principal do Parque Eliane, localizada na região da Vila Irmã Dulce, zona sul de Teresina.
(Com informações do GP1)
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