
A promotora de Justiça Karla Daniela Carvalho, da comissão de fiscalização do Ministério Público do Estado, confirmou ao portal de notícias GP1, que uma paciente morreu, na tarde desta quinta-feira (14), na Maternidade Dona Evangelina Rosa, com suspeita de infecção hospitalar. Este é o segundo caso. A primeira morte foi registrada na quarta-feira (13).
Os nomes das pacientes não foram divulgados. Segundo a promotora, houve denúncias em relação às condições da maternidade: “O Ministério Público recebeu denúncias no início da semana da ocorrência de casos de infecção em pacientes que estavam na ala B e na UTI Materna.
Contactei o Coren e o CRM, que também tinham recebido denúncias de irregularidades no mesmo sentido, e fomos na noite do dia 12 de junho fiscalizar e verificar a veracidade das denúncias”, contou. “Encontramos realmente, pelas análises prontuárias, esses casos de infecção e as condições da Evangelina Rosa ainda fora dos padrões de segurança do paciente, como a falta de papel toalha em todos os locais onde se realizam procedimentos.
Na UTI materna, onde estavam três pacientes, o médico mostrou o relatório de exames que já são padronizados para pacientes de UTI e a maioria estava em branco, porque o laboratório não estava realizando os exames, que com certeza prejudicaram a adequada assistência a essas pacientes que estão lá na UTI”, relatou.
Das três pacientes que estavam na UTI, duas morreram e uma está em estado grave: “Ocorreu uma morte ontem e outra hoje, e a terceira está lá lutando pela vida, mas ela está em estado grave e tenho cinco na ala B que também têm infecção, só que elas estão na enfermaria, aparentemente, não correm risco de vida”, afirmou.
O que diz a Maternidade:
A Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que possui um Comitê de Óbitos que se reúne para analisar todos os casos de mortes ocorridas na instituição e que somente após essa análise é que as informações das causas poderão ser informadas.
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