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Francinópolis está entre os municípios do Piauí com empregadores na “Lista Suja” do trabalho escravo; veja

Atualização do Ministério do Trabalho e Emprego incluiu quatro novos registros relacionados ao Piauí; ao todo, os dez empregadores do estado envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão

07/10/2026 às 09h34
Por: Redação
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Foto: Divulgação/MPT-PI
Foto: Divulgação/MPT-PI

O Piauí possui dez empregadores inscritos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja” do trabalho escravo. Entre os municípios piauienses com estabelecimentos incluídos no cadastro está Francinópolis.

A nova atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (6) e acrescentou quatro novos registros relacionados ao estado. Ao todo, os dez registros do Piauí envolvem 101 trabalhadores submetidos a condições consideradas análogas à escravidão.

Além de Francinópolis, os estabelecimentos incluídos no cadastro estão localizados nos municípios de Batalha, Currais, Monte Alegre do Piauí, Caldeirão Grande, Uruçuí, Piripiri, Altos, Cajueiro da Praia e Palmeira do Piauí.

Entre as atividades econômicas relacionadas aos empregadores estão estabelecimentos ligados às áreas de pedreiras, fazendas e construção civil.

Em todo o Brasil, 82 novos empregadores foram incluídos na atualização de outubro. O número representa uma redução de aproximadamente 51,48% em relação à atualização anterior. Os novos casos foram identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026 e estão distribuídos por 21 estados.

Minas Gerais teve o maior número de novas inclusões, com 19 registros, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis novos registros cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí aparecem com quatro novas inclusões cada.

“Lista Suja”

O Cadastro de Empregadores tem como objetivo dar transparência aos atos administrativos decorrentes das fiscalizações realizadas pelos auditores fiscais do Trabalho no combate ao trabalho análogo à escravidão.

A relação é atualizada periodicamente, e os empregadores permanecem publicados pelo período estabelecido nas regras do cadastro. Nesta atualização de outubro, 151 nomes deixaram a lista após completarem o período de publicação. A atualização anterior havia sido realizada em abril deste ano.

Denúncias

Denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) de forma sigilosa.

No Piauí, os relatos podem ser feitos pelo WhatsApp (86) 99544-7488, presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus, ou por meio do site do MPT-PI.

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