
A 16 dias do segundo turno das eleições, a equipe econômica do governo Lulaanunciou nesta sexta-feira (9) uma série de medidas, com custo de R$ 5,2 bilhões ao mês, para conter o preço dos combustíveis, como a redução a zero de tributos sobre a gasolina, além da prorrogação da desoneração do etanol.
As medidas, tomadas em meio ao período eleitoral, têm o objetivo de evitar uma alta nos preços dos combustíveis, amenizando os efeitos da elevação do preço do petróleo em decorrência dos conflitos no Oriente Médio.
Os conflitos elevaram o preço do petróleo Brent para patamares superiores a US$ 100 por barril, mais de 40% acima do valor pré-guerra. Diante disso, o governo anunciou:
Além disso, foi publicada nesta sexta uma medida provisória (MP) que libera R$ 7,5 bilhõespara o Ministério de Minas e Energia. A maior parte dos recursos, R$ 6,17 bilhões, será destinada à subvenção para a produção e a importação de óleo diesel de uso rodoviário. Já o valor restante, R$ 1,35 bilhão, será direcionado à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, embora as medidas tenham sido anunciadas em meio ao período eleitoral, as decisões do governo não têm relação com a disputa presidencial.
"Não tem ligação com o momento eleitoral. Começamos a fazer isso há um tempo e seguimos o padrão de não sermos sócios da guerra e não termos aumento de combustível", declarou Durigan.
Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo tem a expectativa de que as medidas gerem até uma redução no preço dos combustíveis na bomba.
"No caso da gasolina, a gente precisava renovar o decreto. Se não chegar nos preços pré-guerra, garantir um dispositivo adicional para que a gente mitigue os preços e temos expectativa de que isso seja repassado para a bomba. Na verdade, quando você olha o país, à luz do quadro internacional, somos os menos impactados pelos efeitos da guerra", disse Moretti.
Ao ser questionado sobre o imposto de exportação de petróleo, o ministro do Planejamento voltou a dizer que o tributo é de caráter regulatório e não serve para custear medidas. Reafirmou, ainda, que, enquanto o Brent se mantiver acima de U$100 por barril, a cobrança permanece.
"O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) monitora a situação do Brent, do setor de óleo e gás, e, tão logo haja condição de retirar o tributo, será retirado, pois o mecanismo é temporário", complementou Moretti.
Durante entrevistas à imprensa, os ministros também descartaram a possibilidade de falta de abastecimento de combustíveis no país.
Fiscalização
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), segundo o governo, continuará encarregada de habilitar os participantes, acompanhar os preços e efetuar o pagamento das subvenções.
Em paralelo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, vai realizar a fiscalização nos postos e distribuidoras de todo o país.
Fonte: G1
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