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Regeneração: família de homem preso suspeito de agredir ex-companheira nega agressão e diz que prisão é injusta

Filha do investigado afirma que o pai tentou se defender de agressões e pede que o caso seja esclarecido; testemunha diz ter presenciado a confusão e apresenta versão diferente da relatada inicialmente às autoridades.

28/10/2026 às 14h00
Por: Redação
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Francinete Regina, filha de Francisco das Chagas (Imagem: Arquivo Pessoal)
Francinete Regina, filha de Francisco das Chagas (Imagem: Arquivo Pessoal)

A família de Francisco das Chagas da Conceição Carvalho, preso na manhã da última segunda-feira (26), em Regeneração, no interior do Piauí, contesta a acusação de agressão contra a ex-companheira dele, uma idosa de 70 anos, e afirma que a prisão é injusta. A filha do investigado, Francinete Regina, nega que o pai tenha agredido a mulher e pede que os fatos sejam esclarecidos o mais breve possível, com a consequente colocação dele em liberdade.

O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça do Piauí, após ser suspeito de agredir a ex-companheira com uma garrafa de cerveja durante uma confusão em um estabelecimento localizado no bairro São Vicente, em Regeneração. O caso ocorreu na madrugada de domingo (25) e é investigado no contexto de violência contra a mulher.

Filha afirma que o pai tentou se defender

Em manifestação encaminhada à reportagem, Francinete Regina afirmou que não houve agressão praticada pelo pai contra a ex-companheira. Segundo ela, a situação teria ocorrido de maneira diferente da versão apresentada inicialmente pelas autoridades.

A filha alega que Francisco das Chagas teria tentado se defender de agressões que, segundo seu relato, teriam partido da mulher. Ela também destacou que o pai não consome bebidas alcoólicas e possui deficiência física em um dos braços.

Francinete afirma considerar a prisão injusta e pede que o caso seja apurado com atenção, para que a versão da família também seja considerada durante a investigação. Ela reforçou o pedido de justiça e de esclarecimento dos fatos.

Testemunha diz que presenciou a confusão

Paula dos Prazeres Moura, que afirma estar no estabelecimento no momento da ocorrência, também contestou a versão divulgada inicialmente sobre o episódio. Em áudio enviado à reportagem, ela disse que estava acompanhada de Francisco das Chagas e que teria presenciado a confusão desde o início.

Segundo Paula, o homem teria chegado ao local e comprado um refrigerante em lata, sem consumir bebida alcoólica. Ela afirma que, pouco depois, a mulher teria iniciado as provocações e partido para cima dele.

Ainda conforme a testemunha, a mulher teria dado um soco no investigado e, em seguida, arremessado uma cadeira em sua direção. Paula também relatou que a idosa teria pegado uma garrafa de cerveja, derramado a bebida no rosto do homem e se aproximado dele novamente.

A testemunha sustenta que Francisco, por ter deficiência física em um dos braços, teria levantado o braço para se proteger, temendo ser atingido pela garrafa. Na versão apresentada por ela, durante esse movimento, a mulher teria perdido o equilíbrio e caído.

Paula afirma que a garrafa quebrou durante a queda e que a idosa acabou se ferindo com os estilhaços. Ela nega que o investigado tenha utilizado uma garrafa para cortar ou agredir a ex-companheira e diz que presenciou toda a situação.

A testemunha também declarou que a mulher teria se machucado ao cair e que o investigado não a teria empurrado. Essas afirmações correspondem à versão apresentada por Paula e ainda precisam ser confrontadas com os demais elementos da investigação.

Justiça mantém o homem preso

Conforme as informações divulgadas anteriormente sobre o caso, a Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência no estabelecimento, no bairro São Vicente. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mulher, que relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro.

De acordo com o registro da ocorrência, a vítima apresentava uma possível lesão na região do braço e foi encaminhada para atendimento especializado em Teresina.

Após os procedimentos iniciais, Francisco das Chagas foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Água Branca, onde foi autuado em flagrante por suspeita de lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, no contexto de violência doméstica e familiar.

Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo o investigado preso enquanto o caso segue os trâmites legais. A Polícia Civil informou que concluiu as investigações na segunda-feira (26).

Esclarecimento sobre as versões apresentadas

A reportagem esclarece que as informações divulgadas até o momento sobre a ocorrência foram baseadas nos relatos e registros das autoridades competentes, especialmente da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Com a manifestação da família e o relato da testemunha, novas versões sobre o episódio foram apresentadas à reportagem. As alegações de Francinete Regina e Paula dos Prazeres Moura foram atribuídas às respectivas fontes e não constituem, por si só, comprovação definitiva de como os fatos ocorreram.

A apuração deve considerar os elementos reunidos pelas autoridades, os relatos das pessoas envolvidas e as demais provas disponíveis. A apresentação das versões da família e da testemunha não altera, por si só, a decisão judicial que converteu a prisão em preventiva.

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