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Imposição e falta de diálogo por parte do prefeito Seu Dua gera conflito com feirantes no mercado público de Regeneração

Durante a entrevista, conduzida pelo radialista Tarcísio, eles relataram profunda insatisfação com as reformas realizadas pela Prefeitura e com a instalação de bancas padronizadas

26/11/2025 às 08h09 Atualizada em 27/11/2025 às 21h15
Por: Redação
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Mercado Público de Regeneração (Imagem: Reprodução/Portal Bruenque)
Mercado Público de Regeneração (Imagem: Reprodução/Portal Bruenque)

Regeneração – A Rádio Tribuna FM recebeu, na manhã da última terça-feira (25), os feirantes Sâmia Nonata e Juniel “da Cebola”, representantes da classe trabalhadora do mercado público de Regeneração. Durante a entrevista, conduzida pelo radialista Tarcísio, eles relataram profunda insatisfação com as reformas realizadas pela Prefeitura e com a instalação de bancas padronizadas, medidas que, segundo a categoria, foram impostas sem qualquer diálogo.

A falta de comunicação e as mudanças obrigatórias na estrutura da feira desencadearam um conflito que vem ganhando força na cidade.

Decisões impostas pela Prefeitura iniciam o conflito

O impasse começou há cerca de quatro meses, quando a administração do prefeito Eduardo Carvalho, o Seu Dua, determinou a retirada das tradicionais barracas que ocupavam a frente do Mercado Público, no centro da cidade. Os feirantes foram deslocados provisoriamente para a Praça Firmina Buji, com a promessa de que logo ocupariam um galpão coberto e estruturado.

O galpão foi concluído, mas a solução apresentada gerou revolta: bancas padronizadas de apenas dois metros, consideradas insuficientes para acomodar o volume de mercadorias de trabalhadores que há décadas utilizam bancas de seis a oito metros. 

“Fomos pegos de surpresa”: feirantes denunciam ausência total de diálogo

Segundo Sâmia e Juniel, nenhuma reunião, consulta pública ou conversa prévia foi realizada antes da fabricação das novas bancas. Eles afirmam que toda a estrutura foi planejada e instalada sem participação da categoria.

“Fomos pegos de surpresa. Nossas bancas têm de seis a oito metros. Não existe condição de trabalhar com apenas dois metros, muito menos colocar mercadoria no chão”, declarou Sâmia.

A feirante ainda classificou a postura da gestão como “ato de ditadura”, criticando a falta de abertura para sugestões.

Proibição das bancas próprias acirra ainda mais a crise

Os feirantes denunciam que a Prefeitura pretende proibir o uso das bancas tradicionais, muitas delas pertencentes às famílias há gerações, obrigando a utilização exclusiva das novas estruturas padronizadas.

Juniel destacou a gravidade da medida:

“Querem que a gente bote mercadoria no chão. Isso é falta de higiene, falta de respeito e inviabiliza o nosso trabalho.”

Condições precárias no local provisório

Há mais de 90 dias, os trabalhadores permanecem improvisados na Rua Firmina Bugi, onde enfrentam:

• forte calor

• falta de água

• ausência de estrutura adequada

• risco para armazenamento das mercadorias

Segundo eles, a situação vai além da estética e compromete diretamente a dignidade e a sobrevivência econômica dos feirantes.

Feirantes organizam reação e vão entregar abaixo-assinado

Durante a entrevista, Sâmia leu um abaixo-assinado que está sendo recolhido entre os trabalhadores. O documento solicita:

• revisão imediata do tamanho das bancas

• reconhecimento das necessidades específicas de cada feirante

• abertura de diálogo com a Prefeitura

O manifesto será encaminhado ao gabinete do prefeito e à Câmara Municipal ainda esta semana.

Impactos para toda a cidade e região

Os feirantes alertaram que as medidas da Prefeitura prejudicam não apenas os trabalhadores, mas toda a cadeia econômica que depende da feira, incluindo:

• caminhoneiros

• mototaxistas

• produtores rurais

• consumidores de Regeneração e cidades vizinhas, como Amarante

“Se diminuirmos nossas mercadorias, todo mundo perde. A feira é a alma do comércio local”, afirmou Juniel.

Expectativa por resposta e risco de novos conflitos

O radialista Tarcísio ressaltou que a rádio continuará aberta para ouvir tanto a categoria quanto a gestão municipal. No entanto, os feirantes alertaram que, sem diálogo, o problema pode se agravar já no próximo sábado, dia de maior movimento na feira.

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