
A advogada Lenise Marinho Mendes Moura, 38 anos, denunciou o próprio marido, identificado pelas iniciais J.L.A.J., de 48 anos, por supostas agressões físicas e psicológicas em São Pedro do Piauí. Segundo o relato da vítima às autoridades, os episódios de violência vinham ocorrendo desde abril. Ela também relatou uma situação em que as agressões teriam acontecido na presença do filho do casal, de dois anos e sete meses. O episódio mais recente teria ocorrido na terça-feira (27).
A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis e solicitou medidas protetivas de urgência. O pedido foi atendido pela Justiça, que estabeleceu restrições para proteger a mulher e prevenir novos episódios de violência. A advogada também utilizou as redes sociais para tornar o caso público.
Conforme decisão da Vara Única da Comarca de São Pedro do Piauí, o investigado está proibido de se aproximar da vítima a menos de 200 metros e de manter contato com ela, inclusive por meios eletrônicos. A Justiça também determinou que eventuais visitas ao filho menor ocorram sob a supervisão de uma terceira pessoa de confiança, além de suspender a posse e o porte de armas de fogo pelo investigado.
A decisão prevê ainda a busca e apreensão de eventuais armas de fogo e munições que estejam em poder do homem. As medidas têm caráter preventivo e buscam resguardar a integridade física e psicológica da vítima.
Advogada diz que decidiu denunciar para incentivar outras vítimas
Segundo o relato da advogada, a decisão de denunciar as agressões também teve o objetivo de incentivar outras mulheres a procurar ajuda e comunicar às autoridades situações de violência física ou psicológica.
Ela informou ainda que mudou de endereço para manter distância do investigado e preservar sua segurança.
Inquérito policial está em fase final
De acordo com o delegado responsável pelo caso, o inquérito policial está em fase final de conclusão. O delegado afirmou que pretende finalizar o procedimento o mais rápido possível e encaminhá-lo à Justiça.
A conclusão do inquérito deverá reunir os elementos apurados durante a investigação para encaminhamento às instâncias competentes.
Investigado é servidor público federal
J.L.A.J., de 48 anos, é servidor público federal e atua como analista judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), lotado na 30ª Zona Eleitoral, em São Pedro do Piauí.
Conforme informações repassadas à reportagem, o investigado também responde a procedimento relacionado ao crime de homofobia. A existência desse procedimento não representa, por si só, comprovação de culpa.
O caso segue sob investigação policial, e as medidas protetivas permanecem em vigor. O procedimento judicial tramita sob segredo de Justiça. O investigado é tratado como suspeito, e as alegações de violência deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
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